Planejando para o crescimento da igreja

À medida que reunimos informações sobre as condições religiosas, espirituais e materiais de nossas cidades e vizinhanças, Deus pode e vai motivando e mobilizando sua igreja para atingir as áreas de maior necessidade. Esse deve ser o nosso alvo – que Cristo seja encarnado através de Sua Igreja em cada localização cultural, étnica e agrupamento social.

Bases bíblicas para coleta de informações

Vamos dar uma olhada no que a Bíblia diz sobre a reunião e o uso de informações e como isso se encaixa nos planos de Deus para Sua Igreja no mundo.

O recenseamento do povo. Um tipo de informação necessária ao efetivo evangelismo é um quadro do que já foi realizado. Quantas pessoas já ouviram o Evangelho? Quantas têm respondido positivamente? Quantas igrejas organizadas há e onde estão? A coleta de informações foi realizada no Velho e Novo Testamentos. No Velho Testamento, a coleta toma a forma de recenseamento formal do povo e, no Novo Testamento, nas diversas citações específicas ao número de pessoas que ouviram a mensagem do Evangelho e quantas foram acrescidas ao grupo.

Em termos de recenseamento do povo no Velho Testamento, encontramos pelo menos nove referências a cinco diferentes censos. Nas vezes que tais informações foram reunidas sobre o povo de Israel, em apenas uma vez Deus condenou. Em três ocasiões, pelo menos, o recenseamento foi especificamente ordenado por Deus:

  • Êxodo 30.12 e 38.25: encontramos referências ao primeiro recenseamento formal do povo de Israel. Deus ordenou este censo para levantar fundos e suprimentos necessários para a construção do Tabernáculo.
  • Números 1.2: o censo foi realizado outra vez a pedido de Deus de maneira a estabelecer o potencial das forças de luta do povo de Israel: “Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contando todos   os   homens, nominalmente, cabeça por cabeça” (Nm 1.2).
  • Após os israelitas pecarem por não confiarem que Deus lhes daria a vitória para possuírem a terra prometida, Deus permitiu que vagassem 40 anos pelo deserto. Então, um segundo recenseamento com esse mesmo propósito foi realizado, como Deus ordenou: “Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais: todo em Israel capaz de sair à guerra” (Nm 26.2).

Além desses recenseamentos ordenados por Deus, há duas outras referências a censos no Velho Testamento e que Deus abençoou. O primeiro ocorreu quando Salomão estava prestes a construir o templo. Em 2 Crônicas 2.17-18, Ele ordenou um censo dos estrangeiros presentes em Israel a fim de avaliar a força de trabalho e designar trabalhadores para as  inúmeras  atividades necessárias à construção do Templo em Jerusalém.  O segundo ocorreu no tempo do Rei Joás, em 2 Reis 12.4, quando o rei cobrou uma taxa com base no censo de maneira a levantar fundos para o conserto do Templo.

Além desses recenseamentos ordenados por Deus, há duas outras referências a censos no Velho Testamento e que Deus abençoou. O primeiro ocorreu quando Salomão estava prestes a construir o templo. Em 2 Crônicas 2.17-18, Ele ordenou um censo dos estrangeiros presentes em Israel a fim de avaliar a força de trabalho e designar trabalhadores para as  inúmeras  atividades necessárias à construção do Templo em Jerusalém.  O segundo ocorreu no tempo do Rei Joás, em 2 Reis 12.4, quando o rei cobrou uma taxa com base no censo de maneira a levantar fundos para o conserto do Templo.

Houve um recenseamento no Velho Testamento que foi condenado por Deus, quando o rei Davi contou os guerreiros de Israel, conforme registrado em 2 Samuel 24 e 1 Crônicas 21. Deus puniu Davi por ter feito isso e enviou uma praga que dizimou 70.000 homens.

Há diversas explicações possíveis para justificar a fúria do Senhor. As mais plausíveis são:

  • que Davi foi motivado pelo orgulho, por causa do vasto império que estava construindo com êxito;
  • e/ou que ele estava confiando em seu poder humano e nos seus próprios recursos para arregimentar uma grande força de combate para defender seu reino, se atacado.

Em qualquer dos casos, o orgulho pessoal ou a confiança em homens ao invés de confiar em Deus, o problema pode ter sido a motivação de Davi. Ele não realizou este censo para glorificar a Deus e edificar seu reino. Em todas as demais ocasiões, a realização de recenseamentos foi natural e endossada por Deus, porque o motivo por trás da coleta de informações era tornar o trabalho do crescimento do Reino de Deus mais eficiente.

Qualquer pessoa envolvida em pesquisa e levantamento de dados deveria também examinar seu coração para certificar-se de que ele esteja reto diante de Deus. Toda a informação foi reunida de maneira a honrar e glorificar a Deus?  O nosso único motivo ao juntarmos dados é nos tornarmos mais eficazes no crescimento do Reino de Deus e alcançarmos o mundo para Cristo?

No Novo Testamento encontramos diversas referências ao número de pessoas que ouviram e responderam  à mensagem do Evangelho. Na vida e ministério de Jesus temos várias menções ao tamanho das multidões  às quais Ele ministrou, como na alimentação dos cinco  mil e depois dos quatro mil. O número de discípulos que o seguiam é também claramente enunciado. Por exemplo, nós temos os 12, em Marcos 3.14-19, os 70 (ou 72, dependendo da tradução) em Lucas 10, os 120 que estavam reunidos em Atos 1.15, e os 500 a quem Jesus apareceu após sua ressurreição, como afirma Paulo em 1 Coríntios 15.6.

O crescimento da jovem igreja, conforme descrita por Lucas, em Atos, também está quantificada de forma a revelar um interesse em ter a informação completa e precisa. Em Atos 2, o primeiro sermão de Pedro é descrito como a exposição do Evangelho às pessoas de quinze diferentes culturas, e nos é relatado que cerca de 3.000 deles foram acrescidos à igreja naquele dia. Em Atos 4.4, nós vemos que o número de homens na igreja subiu a 5.000. Em Atos 6.7, vemos a Palavra de Deus espalhada pelos pregadores, e que um grande número de residentes de Jerusalém tornaram-se obedientes à fé.

Esses exemplos bíblicos nos mostram que é de bom senso desejar um quadro claro da situação da igreja e de seus ministérios evangelísticos. Tais informações podem nos ajudar a conhecer o tamanho do exército que Deus quer liderar diante da batalha pelas almas dos homens. Elas podem nos revelar os lugares em que o Reino ainda não foi estabelecido para que possamos planejar nossas estratégias sob sua direção. Sem tais informações vitais, nosso esforço evangelístico para alcançar o mundo estará enfraquecido.


KRAFT, L.; KRAFT, E. Espiando a Terra: como entender sua cidade. 1.ed. São Paulo: Sepal, 1995.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*